Inclusão: Viver, Aprender e Ensinar!!! http://dvania.nireblog.com Aqui, você poderá conhecer um pouquinho do meu trabalho, quanto a alfabetização de um aluno surdo dentro de uma sala regular. Fri, 06 Nov 2009 02:57:31 +0100 Inclusão: Viver, Aprender e Ensinar!!! http://files.nireblog.com/blogs/dvania/gravatar.gif http://dvania.nireblog.com http://nireblog.com PARA REFLETIR... http://dvania.nireblog.com/post/2008/10/04/para-refletir http://dvania.nireblog.com/post/2008/10/04/para-refletir PARA REFLETIR

Sou especial, deficiente e limitado em ações.

O dicionário de Língua Portuguesa traduz a palavra deficiente com algo “ insuficiente, insatisfatório, defeituoso, imperfeito [...] “ diante a explicação acima, percebe-se que na raça humana não existem pessoas perfeitas, pode-se então afirmar que todo o indivíduo é deficiente e eficiente ao mesmo tempo.
Todo indivíduo é dotado de habilidades diferenciadas, sendo capaz de aprimorá-las a cada experiência vivenciada no seu cotidiano, porém, sempre existirão áreas em que algumas habilidades estarão adormecidas ou serão pouco desenvolvidas em relação á outras.
Mesmo assim, a raça humana carrega dentro de si diversos preconceitos, escondendo suas próprias deficiências.
Espantam-se com as limitações dos outros, enquanto escondem as suas, talvez isso ocorra, para que a sociedade como um todo possa defender-se de seus verdadeiros “defeitos”.
Quem sabe todos precisam ser despertados para reconhecer-se como alguém incompleto, porém importante, limitado embora seja um destaque em outras áreas de sua múltipla inteligência.
Refletir sobre o tema proposto é necessário e ao mesmo tempo aterrorizante, pois não é fácil descobrir e aceitar nossas imperfeições. Discorrendo neste assunto percebo minhas limitações e dentre elas consigo selecionar a que mais se evidencia em meu comportamento.
Tenho muito medo em arriscar-me tomando decisões ou aceitando o novo. Permitir que desafios fizessem parte da minha vida diária é algo que me causa insegurança. Muitas oportunidades foram perdidas por eu não ter aprendido a lhe dar com este sentimento ou comportamento indesejado e obscuro para aqueles que me cercam.
Quando preciso fazer uma escolha que mudará ou influenciará o ritmo de minha vida, prefiro retroceder e ficar presa em meu mundo. Começo então a perceber pessoas próximas de mim visivelmente deficientes ( cegos, surdos...) arriscarem num mercado de trabalho competitivo, construir famílias, enfrentarem o preconceito de cabeça erguida e sempre respondendo a altura dos desafios propostos a eles. Paro, penso e me pergunto: Quem precisa realmente de ajuda?
Acredito que somente através da reflexão será possível tornar a sociedade como um todo, mais justa, permitindo estratégias para que nossas deficiências sejam desveladas, fomentando em todos, o desejo em compartilhar saberes, respeitar as limitações dos outros e valorizar as habilidades conquistadas durante as experiência de vida vivenciadas.

Dvânia Venâncio Costa

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Sat, 04 Oct 2008 23:08:18 +0100
INCLUIR E ENVOLVER http://dvania.nireblog.com/post/2008/10/04/incluir-e-envolver http://dvania.nireblog.com/post/2008/10/04/incluir-e-envolver INCLUIR E ENVOLVER

Dvânia Venâncio Costa

INTRODUÇÃO: Ter novos horizontes no que se refere ao papel da Educação Inclusiva é o ponto de partida para que esta tenha a qualidade de ensino esperada. Aceitar o desafio de ensinar na diversidade é propiciar uma reflexão do verdadeiro papel da escola numa sociedade carregada de preconceitos.
PALAVRAS CHAVES: Inclusão. Escola. Desafio.

Muitos professores, ainda hoje temem conhecer novos desafios educacionais, angustiam-se só de imaginar o diferente, aquilo que até então é estranho aos seus “padrões” de ensino.
Educar na diversidade é correr risco, vencer desafios, perceber-se como alguém que é capaz de aprender enquanto ensina, sair dos pedestais da auto-suficiência, de dono do saber e reconhecer que “ a experiência personalizada entre educador e educando promove o ser reduz a angústia e sintoniza a alma” .( WERNECK, 1992 ).
Permanecer na caverna escura da mesmice, temendo o novo, travando lutas sem vencedores e sendo contra a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais em salas regulares é tornar a escola mesquinha, profissionais ignorantes e covardes, é contribuir para a formação de uma cidadania preconceituosa.
A expressão sem vencedores referência - se a um grande grupo de pessoas envolvidas neste contexto, entre elas a família que perde a oportunidade de obter um ensino de qualidade, e igual, que não se preocupa simplesmente em incluir seus filhos, mas envolvê-los no processo de ensino e aprendizagem.
Perde também a comunidade escolar, que não vivencia experiências diferente, com isso não cresce academicamente, não renova suas práticas pedagógicas, tornado-se um ambiente sem graça, sem estímulos e retrógrado.
A sociedade também perde, pois na sua imbecilidade é constituída, formada por cidadãos egoístas, preconceituosos e inseguros quando deparados com diferente.
A educação inclusiva é um desafio necessário, que todos precisam vencer, enxergar caminhos que aprimorem o saber, tornando-o igual para todos e imprescindível.
Freire afirma que “{...} enquanto ensino continuo buscando, procurando. Ensino porque busco , porque indaguei , porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando intervenho , intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunica ou anunciar a novidade”, diante disso percebe-se que educar é estar em sintonia coma as coisas do mundo e ao mesmo tempo questioná-las a partir de princípios éticos e morais.
Implica em orientar a ação educativa tanto no educar nos valores como no educar para os valores, vivendo-os no cotidiano.
A educação deve lidar com a diversidade, com os valores, com a transmissão e a produção de conhecimentos, a interação entre teoria e a prática, o ensinar e o aprender. Para isso deve-se explicitar a necessidade do pensar reflexivo para que seja possível fazer a problematização desta prática pedagógica voltada ao ensinar na diversidade.

CONCLUSÃO: Em nosso país não há uma proposta educacional inclusiva amplamente difundida e compartilhada, daí a necessidade em fomentar nos mais diversos campos do conhecimento a curiosidade para investigar e pesquisar procedimentos que tornem a Educação Inclusiva como parte de um todo no cotidiano da sociedade.
Pesquisar e refletir sobre estratégias que viabilizem uma educação voltada para a diversidade promove o ser e transforma a sociedade.

REFERÊNCIAS:
FREIRE, Paulo, Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GADOTTI, Moacir, Concepção dialética da educação: um estudo introdutório.11º ed. São Paulo: Cortez,2000.
GADOTTI, Moacir, Educação e poder: introdução à pedagogia do conflito. 13º ed. São Paulo: Cortez, 2003.
WERNECK, Hamilton, Assinei o diploma com o polegar: a construção da cidadania na escola. 5º ed. Petrópolis- RJ: Vozes, 1992.

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Sat, 04 Oct 2008 00:37:40 +0100
Inclusão em Discussão http://dvania.nireblog.com/post/2008/10/02/inclusao-em-discussao http://dvania.nireblog.com/post/2008/10/02/inclusao-em-discussao INCLUSÃO EM DISCUSSÃO

Dvânia Venâncio Costa.

INTRODUÇÃO: A escola precisa ser fortalecida na construção de uma visão escolar verdadeiramente inclusiva, fundamentando-se na celebração da diversidade, comprometendo-se com a aprendizagem de todos os alunos, considerando suas diferenças étnicas, de gênero, raça, sociais, de capacidades e interesses, de deficiência, religião... Para isso precisa ser mais política, e reconhecer o potencial da família e ambas engajarem-se na luta de uma Educação Inclusiva justa e verdadeira frente às políticas públicas que regem nosso país com o objetivo de adequá-las as reis necessidades de nossas escolas.
PALAVRAS-CHAVE: Educação Inclusiva. Governo. Comunidade escolar.

Apesar de o tema Educação Inclusiva estar em discussão há muitos anos por um variado número de profissionais que acreditam numa troca de experiências sem preconceitos, discriminação ou restrições quanto à busca de saberes epistemológicos e estes mesmos profissionais afirmarem que a interação pode favorecer a descoberta de habilidades e aprimorar conhecimentos já existentes dentro de todo indivíduo inserido num meio social marcado pela diversidade, precisamos lembrar que não há tempo para simplesmente discutirmos algo que já está provado e até sancionado em lei, precisamos sim, acordar para a busca da realização de tudo aquilo que até então está apenas teorizado.
Os profissionais em educação têm convivido com uma realidade marcante e distante de tudo o que se espera de uma educação inclusiva, pois convivem com situações delicadas, percebem no exercício do magistério que poderiam estar auxiliando seus educandos com maior qualidade, mas são logo impedidos devido ao despreparo profissional, o descaso das políticas governamentais e políticas educacionais retrógradas quando comparadas ao presente século.
Nossas escolas contam hoje com um número plausível de professores-educadores comprometidos com a educação inclusiva, acreditando no sucesso acadêmico de seus alunos e mesmo despreparados academicamente estes professores utilizam-se de experiências didáticas anteriores para facilitar e nortear suas novas estratégias de ensino, favorecendo a construção de uma aprendizagem significativa ao novo grupo de alunos.
Porém, muitos educadores se deparam com a insensibilidade das políticas governamentais que criam leis e não as colocam em pratica. Atitude esta, que muitas vezes leva a história da educação inclusiva ao fracasso, ao medo e a insegurança.
Comprova-se o acima citado quando verificamos número insignificante de construção de prédios escolares, comparando estes ao número da população existente na maioria dos municípios brasileiros, gerando em nossas escolas salas superlotadas, fator este, que contribui para uma educação desprovida da qualidade esperada.
Dispensado um olhar um pouco mais profundo no que se refere a Educação Inclusiva, podemos constatar que os prédios já existentes, em sua maioria não foram construídos e nem adaptados aos alunos com necessidades especiais, ficando caracterizado o descumprimento da lei.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 227, é dever do estado a “criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, [...] facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos”, sabemos que tais obstáculos causam insegurança nos alunos dentro do próprio ambiente escolar, contribuindo assim para uma insatisfação interior e por sua vez prejudica a aquisição do saber.
Na Declaração de Salamanca ( UNESCO, 1994. ), afirma ainda que “ as crianças e jovens com necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares, que a elas devem se adequar...” logo, Educação Inclusiva não pode ser concebida apenas como um sistema educacional paralelo ou segregado, mas como um conjunto de recursos que toda escola regular deverá dispor para atender à diversidade de seus alunos.
Analisando o quadro de funcionários, percebemos um fator que contribui para o insucesso da aprendizagem numa classe inclusiva.
Isso é notável quando uma classe inclusiva possui um número exagerado de alunos matriculados, o professor não conta com a ajuda de um auxiliar educacional, o que torna seu trabalho múltiplo e árduo. A ausência de especialistas como ( fonoaudiólogo, orientador, psicopedagogo, professor de educação física...) para nortear a ação didática do professor e facilitar a construção do saber do educando como também a falta de locais apropriados que aguçam a curiosidade e estimulam a busca do saber ( laboratório de informática, teatro, sala de recurso...) dos alunos, como também sua permanência na escola. Ambientes e profissionais citados acima são de grande importância numa escola inclusiva de qualidade, que busca a valorização do ensino e aprendizagem dos educandos e educadores ali inseridos.
É importante esclarecer que a morosidade educacional quanto à educação inclusiva principalmente, precisa ser refletida, pensada e repensada, já que acreditamos numa educação voltada para todos.
Beningá afirma que “ [.] somente um processo de reflexão é capaz de construir a cidadania, tanto do educando quanto do educador[...]”. Precisamos levar em consideração a luta frente às políticas governamentais que regem nosso país, delegando também as famílias que lutem por um direito já adquirido.
Espera-se que toda a sociedade e comunidade escolar busquem a realização de seus direitos e impulsionem seus governantes a terem mais seriedade naquilo que lhes competem, fazendo a utopia da verdadeira educação inclusiva, tornar-se algo concreto, palpável e seja motivo de orgulho para toda sociedade brasileira, já que de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Especial, “inclusão não significa, simplesmente matricular as crianças com necessidades especiais numa escola regular e ignorar suas necessidades específicas, mas significa dar ao professor e a escola o suporte necessário à sua ação pedagógica” ( MEC-SEEP, 1998).
Conforme Gadotti “[...] a educação só tem sentido na medida em que é concebida como ação visando à participação e a autonomia. A educação é um processo de transformação do indivíduo e da sociedade. A escola não pode ficar isolada das lutas mais globais da sociedade”.
Portanto, família e escola devem caminhar juntas, construírem forças políticas capazes de desprenderem todas as correntes que impedem a educação inclusiva a dar passos mais largos. Precisamos ousar e correr o risco de sermos perseguidos, combatidos e até mesmo ignorados, mas, ter consciência de que se pelo menos um dos apelos da sociedade escolar for ouvido, valerá a pena, pois assim estaremos contribuindo para uma educação inclusiva mais justa e concreta.
Precisamos sim, deixar nossa marca na história!

CONCLUSÃO: A Educação Inclusiva hoje, precisa ir além da dialética, medidas urgentes devem ser tomadas, sair das quatro paredes faz-se necessário, conscientizar a família a exigir que seus direitos sejam respeitados e efetivados pelos governantes que fingem desconhecerem algumas de suas obrigações é indispensável. Porém, vale lembrar que educação e política não podem trilhar caminhos opostos, ambas são dependentes, já que educação não se faz só.
Transformar o meio e libertar aqueles que se permitem alienar pela classe dominante é um difícil passo a ser dado, mas necessário para quem pretende vivenciar uma Escola Inclusiva comprometida com a aprendizagem e o envolvimento de educandos e educadores no duro, porém fecundo exercício do saber.

REFERÊNCIAS:
BRASIL. Senado Federal. Estatuto da Criança e do adolescente – ECA nº. 8.069, de 13 de julho de 1990. Brasília, 2006.
GADOTTI, Moacir, Concepção dialética da educação: um estudo introdutório.11º ed. São Paulo: Cortez,2000.
REVISTA de educação AEC: O papel político social do professor. v. 26, nº 104, jul / set. Brasília, 1997.
UNESCO. Declaração de Salamanca e linha de Ação sobre Necessidades Educativas Especiais. Brasília: CORDE, 1994.

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Thu, 02 Oct 2008 23:41:14 +0100